Post rápido vindo de um insight bem mequetrefe.
Ultimamente, lá no escritório, uma ’febre’ contagiou quase todas as mulheres que convivem comigo. Febre do frango? Vaca louca? Nops. Twilight, isso mesmo, Tuai-laite. Ou Crepúsculo, aqui no Brasil.
Livro para adolescentes? No way! Observando as diversas faixas etárias de garotas que procuram esses livros, é possível notar que essa classificação já está meio furada. O romance da americana Stephenie Meyer virou best-seller no mundo inteiro, aproveitando a rabeira do fim da série de Harry Potter e conquistando boa parte de seu público – embora, aparentemente, sejam enredos com focos diferentes. Circula por aí o número de 25 milhões de cópias vendidas. Wow. É livro pra cacete.
Twilight gira em torno da história de amor da menina Swam e do tal vampiro-do-bem, Edward. Eu não conheço bulhufas de nenhum dos dois, mas neste segundo é possível notar algumas coisas bem interessantes sobre as mulheres.
Okok. Você leu, Caio? Não. Talvez leia. Mas, o livro foi só o gancho pra constatação a seguir. Que aliás, não é descoberta da roda, mas voi là.
Já não é mais nenhuma novidade a questão da crescente igualdade dos sexos, nem para a geração dos meus pais. Ter chefes mulheres não é drama mais para os homens normais, enfim, o mesmo blábláblá que vocês já conhecem, tema de 10 reportagens da Globo por ano. Tomando pelo fato de que a posição de liderança e competição é baseada num perfil masculino, tanto no mundo corporativo quanto nos demais grupos sociais (amigos, família, clubes, etc), a mulher, pra se adaptar a tudo isso, teve que abdicar de algumas características de sua feminilidade, a fim de exibir qualidades que se esperam de uma líder.
Resumo da ópera: Homens e mulheres, a fim de se igualarem, absorveram atributos um do outro, sendo que elas ficaram muito mais parecidas conosco, cuecas, do que o contrário. Mais fortes, mais independentes, menos bobas. Parte do romantismo, da passividade dão lugar à competitividade. Lindo, não?
A história do homem perfeito, protetor… “pra que precisamos disso se podemos nos virar sozinhas?”
Eis que surge o Edward. O homem/vampiro atencioso, protetor, romântico… aquele que abdica de seus instintos ruins. Nos seus braços, a mocinha sente segurança, abrigo. Pode a leitora ter 10 ou 35 anos. Não há emancipação feminina que tire esse imaginário contruído na cabeça de todas elas, desde as primeiras bonecas… o príncipe encantado.
O marmanjo aqui não acha isso ruim, pelo contrário. Mas, também é engraçado que, no fim das contas, na hora de escolher talvez a maioria delas caia da cama e volte a considerar as qualidades mais palpáveis “reais” *. Afinal, o mundo não é fácil, oras bolas.
Depois, no papo entre amigas, lamentam: “Ah Edward. Não existe homem assim!”.
Amamos vocês, suas complicadas. Com cerveja, toalha na cama e cueca espalhada
* Edição: “palpáveis” soou um tanto machista. Percebi sozinho
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